sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A dita regeneração urbana de Alcobaça (IV)

A rotunda existente em frente da câmara municipal,funciona e bem,como ponto de recepção e distribuição em todas as direcções,do trânsito das Avenidas Manuel da Silva Carolino e Dr, João Lameiras de Figueiredo.Eliminar estas ruas e rotunda é destruir o que está bem feito,sem se ganhar nada em troca,antes pelo contrário.As duas projectadas rotundas -uma junto ao centro comercial Gafa,outra no entroncamento da Alameda do Mercado com a rua de Olivença - só irão complicar o trânsito,em vez de o facilitar.Para além do mau gosto urbanístico que é o de juntar várias rotundas -na rua de Olivença já são duas - a curtíssima distância umas das outras.
A zona que se pretende requalificar é de construção recente,funcional e agradável. Com muitos espaços verdes,com muitos lugares de estacionamento à superfície,não pagos,com trânsito intenso mas relativamente fluido.
O dito projecto de regeneração em vez de requalificar vai desqualificar,excepto eventualmente do ponto de vista paisagístico,pois os jardins existentes pouco serão mexidos e de acordo com o projecto,serão um pouco aumentados.
O que de forma alguma justifica a supressão de parte das três ruas já referidas, com a consequente complicação do trânsito.
Aquela que é hoje a melhor zona comercial da cidade e mais frequentada ,se o projecto vier a realizar-se,passará a ter um trânsito de passagem,com poucos lugares para estacionamento e a pagar.Não vai apetecer parar. Não vai apetecer pagar estacionamento para fazer pequenas compras breves,não vai apetecer fazer grandes compras demoradas,com o relógio do estacionamento a contar.Não vai apetecer deixar o carro estacionado longe.Os hipermercados,esses sim,vão ter mais clientes.O comércio e moradores vão sofrer na bolsa e de que maneira.
Não fôssem os serviços públicos lá existentes e o número elevado de habitantes , esta zona da cidade teria a mesma sorte da zona histórica com as obras no largo do mosteiro.
Será que a câmara não aprende com os próprios erros ?
No próximo texto,em jeito de balanço final,darei a minha opinião sobre o que faria e o que não faria deste projecto. ( continua)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A dita regeneração urbana de Alcobaça (III)



Como poderá verificar-se, observando na figura que nos mostra o projecto na sua totalidade, na zona de intervenção o trânsito entre o norte da cidade e o sul-nascente, bem como todo o trânsito local,confluirá e passará a fazer-se por duas únicas vias,a rua Alameda do Mercado e a Rua de Olivença(que começa no hospital e vai em direcção à Nazaré).
A Alameda do Mercado terá estacionamento nos dois lados e circular-se-á nos dois sentidos.Para além do trânsito local a ela confluirá trânsito vindo do norte e sul da cidade e do concelho que circule pela rua de Olivença,vindo pela Avenida (rua)Manuel Carolino(a da rodoviária)e da rua no topo poente do Mercado(Norte do concelho e Nazaré).
Qualquer destas vias tem já trânsito intenso,especialmente a Alameda do Mercado, actualmente apenas com circulação no sentido ascendente.
Se levarmos em consideração que esta zona funciona como centro de Alcobaça,com grande densidade populacional,onde se localizam a maior parte dos serviços públicos,se concentra a maior parte do comércio e outras prestações de serviços,
caso este projecto se concretize,o trânsito nesta zona da cidade passará inevitávelmente a ser muito complicado,conflituoso,a provocar grandes demoras e engarrafamentos.Precisamente o contrário do que a Câmara afirma no prospecto em que dá a conhecer o projecto (apenas distribuiu alguns exemplares a alguns deputados municipais!!!).
Outras consequências de não menor gravidade,são previsíveis.
Será essa a reflexão do próximo texto. (continua)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A dita regeneração urbana de Alcobaça (II)

Entre o mercado e a rua Brilhante Martins,onde hoje se situa um parque automóvel,que se prevê seja suprimido,situar-se-á um parque para autocarros de turismo.Solução que me parece excessiva,dado que raramente se juntam no local mais que quatro ou cinco desses autocarros e por períodos de cerca de uma hora.
Entre o mercado e o campo de futebol a intervenção nos jardins já existentes não é significativa.Limita-se à reparação de algumas infra-estruras existentes e à construção de outras ,tipo café-esplanadas.
O que do meu ponto de vista é de todo inaceitável no projecto,é a supressão parcial de três ruas: Av. Manuel de Silva Carolino,Av. Dr.João Lameiras Figueiredo e rua Judite Neves Vasco.Esta última não tanto,mas as outras duas são vias são estruturantes do transito automóvel,absolutamente necessárias à fluidez do mesmo.
O que está projectado é fazer dessas vias jardim!Jardim na Av.Manuel da Silva Carolino entre o Centro Comercial Gafa e o edifício Câmara !!!Jardim na Av.Dr. João Lameiras Figueiredo!!! A rua Judite Neves Vasco,na parte situada entre o jardim do tribunal e o que se situa imediatamente abaixo(e só nessa parte),por ter um trânsito muito menos intenso e mais localizado,ainda pode compreender-se e aceitar-se a sua supressão.
O objectivo da projectada supressão destas ruas é ajardiná-las,ligando os três jardins já existentes no local.Ganhar-se-iam assim ,cerca de 500 a 1000 metros quadrados de jardim a mais.O que pouco ou quase nada acrescenta aos já existentes.
Em contrapartida,o transito rodoviário em Alcobaça sofrerá e de que maneira .

É o que me proponho analisar no próximo texto. (continua)

sábado, 25 de setembro de 2010

A dita regeneração urbana na cidade de Alcobaça( I )

A Câmara de Alcobaça acaba de apresentar o seu projecto de regeneração urbana da cidade,na sessão da assembleia municipal que terminou há pouco mais de uma hora.
Trata-se,resumidamente,de proceder a uma intervenção urbanística no espaço que vai do mercado municipal até ao campo de futebol,vulgarmente conhecido por Alameda do Mercado.
A maior parte desta zona da cidade é de construção relativamente recente,com trinta anos e menos.O mercado é um belo edifício(embora mal conservado),salvo erro da autoria do arquitecto Korrodi e classificado.Necessita de limpeza exterior e remodelação interior,para o tornar mais higiénico,funcional e utilitário.
O projecto ora apresentado propõe que sobre ele se construa mais um piso,para nele funcionarem a Câmara Municipal e respectivos serviços.Proposta esta,no mínimo, questionável e,eventualmente de mau gosto.A Câmara é proprietária de vários e extensos terrenos,um deles a 150 de distância,na Cova da Onça,para onde já esteve prevista a construção dos novos paços do concelho.Porquê e para quê amomtoar edificios sobre edifícios,numa zona das mais movimentadas da cidade?
No espaço exterior do mercado e adjacente a este,projecta-se construir um parque auto subterrâneo com aproximadamente 400 lugares.Isto,se houver algum particular que o construa e o venha a explorar,não se sabe por quantos anos,em que condições e preços.
O que se ficou a saber, foi que os actuais lugares de estacionamento à superfície em toda a zona de intervenção,na sua maioria deixarão de existir e os poucos que ficarem,bem como os das ruas próximas,num raio de 100 a 200 metros, terão de ser pagos. (continua)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Regeneração (?) urbana em Alcobaça ?

Dicionário de Português
2ª edição
Porto Editora

regeneração -s.f. -
acto ou efeito de regenerar;reabilitação; reforma moral.

regenerado -adj. -
que se regenerou;reabilitado moralmente; corrigido.

regenerador -adj. e s.m. -
que ou aquele que regenera;designativo de um partido
político no tempo da monarquia em Portugal.

sábado, 11 de setembro de 2010

Pedofilia - na Bélgica

Uma comissão de inquérito que nem sequer chegou ao fim da sua investigação,apurou:
padres e bispos da igreja católica ,abusaram de centenas de crianças,algumas com dois anos de idade.
Entre as vítimas,cerca de cem são femininas e dois terços(a notícia foi dada assim) ou seja, duzentos são do sexo masculino.
Treze das vítimas,acabaram por se suicidar.

Estes criminosos frequentavam a casa das vítimas,onde eram recebidos com toda a cortesia e muitas vezes convidados pelos pais a tomar algumas refeições.

A notícia televisiva(10 de Setembro de 2010,salvo erro na SIC) não informou se algum dos criminosos foi ou será levado a julgamento.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pedofilia - processo Casa Pia

Ao fim de oito anos de processo-cinco a seis deles em julgamento- foi lida a sentença.
Processo atribulado e atribiliário do princípio ao fim,os arguidos ainda não têm uma cópia da sentença,lida há uma semana !
Justa ou injustamente,todos condenados.Os recursos prometem mais uns anos de folhetim.
Justiça à portuguesa.
Com a sentença condenatória as boas consciências respiram de alívio.Já podem dormir descansadas,confiantes,as nossas crianças estão protegidas,as instituições funcionam,a justiça acontece,não há crime sem castigo.
Pura ilusão.
A justiça funciona quando funciona,é sonolenta e arrastada,trôpega e quantas vezes injusta.
Neste caso,ficaram de fora,sabe-se lá quantos criminosos que ao longo de dezenas de anos ,porventura todo o que que dura a instituição,se banquetearam alarvemente com as vítimas da orfandade e da miséria.
Pior que tudo isto ,é que a raposa continua no galinheiro e quantas vezes,são os próprios familiares os abusadores.Ou os pais a levar e confiar cegamente os filhos aos seus predadores,não obstante ser conhecido o seu longo histórico de hipocrisia e devassidão sem limites.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fim de férias

Recomecei a trabalhar com a expectativa de outra pausa em breve,mais dilatada e duradoura,espero.Este recomeço tem o sabor agridoce de voltar ao trabalho numa 5ª feira, depois dum feriado na 4ª.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alexandra Lucas Coelho

A jornalista - repórter do Público (P2)

O prazer da viagem e da descoberta,a côr,a visão panorâmica e o detalhe,os sons,os paladares,os cheiros, as texturas e os volumes,o passado e o presente,a história,as pessoas ,as ideias e os sonhos,as pessoas e o quotidiano,o que está à vista e o que está oculto por séculos de poeira, indiferença, preconceito, discriminação, racismo,
políticas deliberadas, colonialismos e neocolonialismos, a miséria e a grandeza humanas, tudo isto e muito mais nos é servido em bom português, com a aparente naturalidade de quem escreve um diário para gozo próprio,mais que por dever de ofício.
A Alexandra revela,observa,regista e transmite.
A nós,companheiros de viagem a Portugal, ao Médio Oriente,África do Sul,México e outras paragens, delicadamente, deixa-nos o trabalho de julgar.E uma boa surpresa :
afinal,ainda há jornalistas-repórteres em Portugal.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

16 de Agosto

Astronautas

Astronautas,vogamos pelo Tempo,com a falsa noção de segurança ,de termos os pés assentes em Terra.