domingo, 23 de janeiro de 2011

mistério

Duas vezes publiquei o texto anterior,duas vezes ele desapareceu misteriosamente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Artigo de opinião publicado no Região de Cister no dia 20 de Janeiro

Fernando Nobre é uma lufada de ar fresco


Entre os seis candidatos a Presidente da República, apenas quatro – Cavaco Silva, Manuel Alegre, Francisco Lopes e Fernando Nobre parece terem hipótese de uma votação suficientemente expressiva.
Os três primeiros por terem apoios partidários, respectivamente PSD-CDS, PS-BE e CDU (PCP-Verdes).
Fernando Nobre é entre eles o único independente, sem apoio declarado de algum partido.
No entanto, o seu prestígio pessoal é indiscutível.
Ao ponto de todos os candidatos e forças políticas reconhecerem o seu mérito e até lhe tributarem admiração, pela sua obra humanitária a nível internacional e nacional, sem desfalecimento ao longo de trinta anos, em dezenas de países, por todo mundo.
Mérito e admiração que não são de mais, porquanto a A.M.I – Assistência Médica Internacional – de que Fernando Nobre é fundador e grande impulsionador, é o exemplo perfeito do que pode um homem e uma organização fazer em benefício da humanidade.
Sem discriminação de raças, religiões, políticas, sexo, idade, nacionalidade, amigos ou inimigos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que nenhum estado cumpre e respeita integralmente, não obstante muitos deles a invocarem quando lhes convém, tem sido e é o guião, a cartilha que Fernando Nobre e a A.M.I. têm seguido escrupulosamente. Com meios reduzidos, enfrentando enormes entraves e dificuldades. Em teatros de guerra ou calamidades, Fernando Nobre e a A.M.I. são dos primeiros a chegar para acudir às vítimas , às pessoas de carne e osso como nós, que sofrem.
Em muitas situações, Fernando Nobre e a A.M.I têm feito muito mais que muitos estados, quantas vezes responsáveis por essas situações.
Fernando Nobre e a A.M.I., têm prestigiado internacionalmente Portugal, mais que qualquer governo ou Presidente da República.
Só por miopia ou mesquinhês políticas é que Fernando Nobre e a A.M.I., não foram ainda candidatados a Prémio Nobel da Paz.
Dentre os laureados com este prémio, poucos o terão merecido mais que Fernando Nobre e a A.M.I. o merecem.
Não deixa pois se ser estranho e patético que o grande argumento usado contra a sua candidatura seja, de que não tem experiência política!
Tem-na e ao nível mais profundo que é desejável para um chefe de Estado, nomeadamente de Portugal.
Um Portugal em crise económico - política, em que os mais vulneráveis – reformados, crianças, desempregados, e boa parte do povo que trabalha – estão a suportar as consequências da crise até limites que raiam a miséria, enquanto uma classe de banqueiros, agiotas, empresários encostados ao poder e protegidos da política, de forma obscena, continuam a enriquecer e a assobiar às dificuldades de quem as sofre.
O Presidente da República em Portugal, não governa.
Funciona como guardião do regular funcionamento das instituições do poder, pode vetar leis que considere injustas, pode dissolver a Assembleia da República e por conseguinte fazer cair governos e convocar novas eleições e influenciar o governo e partidos para soluções equilibradas em função do interesse nacional.
O Presidente da República pode vir de qualquer profissão, não tem que ser político, economista, jurista, engenheiro, médico, militar ou outra.
Deve ser sobretudo um homem ou mulher que conhece o povo que o elegeu, e de preferência outros povos.
Deve ser um homem justo, humanista e equilibrado, sensato e corajoso, para enfrentar todo o tipo de pressões dos partidos políticos, interesses particulares dos potentados económicos nacionais e estrangeiros, dos complexos político- militares.
Os partidos políticos, essenciais à democracia, estão cada vez mais fechados sobre si mesmos, enquistados, radicalizados, não ouvem, não evoluem, só lutam pela sua sobrevivência e pela repartição das benesses do poder entre si e apaniguados. Monopolizam a política e hostilizam quem não vem de dentro deles. Daí que a abstenção na hora do voto seja já enorme. Os desiludidos e descrentes com os políticos são cada vez em número maior, o que é perigoso para a democracia.
Urge que tenhamos um Presidente da República, apartidário, não viciado nos jogos do poder. Um Presidente de República que seja a emanação do voto popular sem intermediação dos políticos de sempre, sempre os mesmos.
Cavaco, já vem de longe atrelado e subserviente ao PSD- CDS e nem o facto de ser economista nos valeu de nada. Bem pelo contrário, colaborou com tudo aquilo que trouxe a crise. Quando fala ninguém o entende e a maior parte do tempo, distanciou-se silenciosamente, a trabalhar para ser eleito num segundo mandato.
Manuel Alegre, vem de mais longe ainda, grande resistente antifascista e poeta. Como político, andou sempre agarrado ao PS, com pequenos arrufos ocasionais.
Francisco Lopes, filho do PCP, são grandes lutadores, mas sem o mínimo de maleabilidade táctica e estratégica incapazes de forjar alianças à esquerda, isolados no seu ouriço, a sonhar que farão sózinhos a revolução socialista, amanhã.
Fernando Nobre, independente, apartidário, democrata, justo, humanista, equilibrado, sensato e corajoso é uma lufada de ar fresco, capaz de nos restituir a esperança, capaz de ser a nossa voz no mais alto patamar de poder.
É tempo de passar do descrédito e da lamúria à acção. Tão simples, quanto necessário: votar.
Quem não vota, de nada lhe vale depois queixar-se.
Tenho as minhas preferências partidárias, quando se trata de votar em partidos.
Mas, nesta eleição, não são os partidos que contam.
O meu voto é livre, sem amarras.
O meu voto vai para o Fernando Nobre:
Fernando Nobre a Presidente da República.

Felisberto Matos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais

Nunca vi tanto desinteresse,falta de entusiasmo e fraca qualidade no debate entre candidatos e apoiantes numa campanha eleitoral.Se a afluência às urnas for proporcional,em vez de eleições teremos o funeral da forma como se tem feito política.

Amanhã,transcreverei aqui,o texto que será publicado no Região de Cister,que é o meu pequeníssimo contributo para a campanha de Fernando Nobre.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sexo oral à bruta

As coisas boas e prazenteiras encontram-se muitas vezes onde não se espera.Passa-se ao lado e não chamam a atenção.Neste caso,nem uma tabuleta,nem néon,nem nome da casa. Publicidade, nenhuma.Lugar tão discreto quanto modesto,tipo taberna.Aqui bem perto.Os frequentadores,uns são locais,a maioria vem de longe,dos quatro cantos de Portugal e até do estrangeiro.São assíduos,viciados e egoístas.Quase sempre os mesmos,uma espécie de seita ou clube reservado,não vá alguém tirar-lhes o lugar.Cá fora,na presença de estranhos, entre eles falam um linguajar codificado.Do género:vamos oralizar à bruta? E uma canjá 365? Esta noite vou numas da figueira.
Hoje a sorte sorriu-me(nos).Iamos a passar e tropeçámos nuns amigos que não víamos há muito tempo,junto à porta de entrada.Não resistiram a convidar-nos.
Ocupámos a única mesa dísponível,reservada pelos nossos amigos.O ambiente era descontraído,informal,bem-disposto,acolhedor.
Em poucos minutos estávamos a ser servidos,pelo dono da casa,o Necas.A ementa estava escrita à mão,numa grande lousa pregada na parede,que abusivamente aqui transcrevo:
pixas da Figueira - camarão 35/69 - sapateira -canilhas -santolas-ameijoas-lagosta-
mexilhão-burriés-lagostins,tigres To-canja à 365 -ostras - sexo oral à bruta .
A sessão durou três breves horas.Ainda assim,deu para provar de tudo(quase tudo).
Gostei particularmente da canja à 365,das pixas da Figueira,das ameijoas da Foz do Arelho,das incomparaveis ostras da Mexilhoeira Grande e do sempre presente e inolvidável sexo oral à bruta (de proveniência não revelada,por ser segredo da casa).
O preço terei que o considerar módico,atenta a quantidade,variedade e qualidade do serviço.
Uma noite bem passada.Espero repetir,uma ,duas,três,muitas vezes,tantas quantas me fôr possível.
Se não me tivessem feito jurar que não divulgaria,aqui vos deixaria o endereço.Mas posso deixar-vos uma pista : sexo oral à bruta é na Marinha Grande.

O C.C.C. - Centro Cénico da Cela - uma associação exemplar

(Ficou só o título,perdi o texto.fica para mais tarde,ainda o dia é uma criança)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Francisco Lopes levou Cavaco ao tapete

Francisco Lopes,candidato do PCP ás presidenciais,vai bem preparado para os debates.
Cavaco Silva usa sempre a mesma técnica:como não tem nada de substancial a dizer, ou não responde às questões ou responde de forma evasiva.
Os discursos de Cavaco enquanto Presidente,são exemplares: ninguém percebe o que quer dizer e a quem se dirige.Depois cada um conclui de acordo com as suas conveniências.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ana Gomes ,uma mulher de coragem

A deputada socialista no parlamento europeu,Ana Gomes,é política controversa,polémica, persistente.Foi diplomata,mas não parece.Não cultiva o silêncio,bem pelo contrário, fala pelos cotovelos.Uma espécie de Wikileaks por antecipação.Não hesita pôr em maus lençóis o governo do partido a que pertence. Quando agarra uma questão,não mais a larga até pôr tudo em pratos limpos. A sua luta pela transparência é sem dúvida a sua imagem de marca. Concorde-se com ela ou não,só por isso já merece aplauso.Neste campo, é de realçar o caso dos voos da Cia por território português,com prisioneiros para e de Guantanamo.Não tem largado Sócrates,o ministro dos negócios estrangeiros,Amado,o Ministério público,os parlamento português e europeu e sei lá quem mais.Talvez por via dela ,venhamos a saber o que realmente se passou,no que toca a respeito pelos direitos humanos pelo governo português,já que quanto ao mesmo nos E.U.A. no tempo de Bush,está tudo ou quase tudo dito,visto e mais que provado.Respeito,nenhum.
Vem isto ao caso,pelo facto de num destes dias a Deputada ter dado mais um passo importante no combate pela transparência e contra a corrupção.O caso do contrato da compra e contrapartidas de submarinos à Alemanha por Durão Barroso e Paulo Portas.
A deputada apresentou uma queixa na Comissão Europeia para anular o contrato por corrupção,tanto do lado português como do lado alemão.Processo que inevitavelmente põe em causa a credibilidade daqueles dois nossos ex-governantes.E,mais do que isso,põe em causa o Presidente em exercício da Comissão Europeia,exactamente o mesmo Durão Barroso.
Mexer com poderosos é sempre um risco muito elevado.É caso para dizer:é de mulher !

sábado, 18 de dezembro de 2010

Debate Fernando Nobre - Cavaco Silva

Fernando Nobre fala da vida,das carências,do sofrimento,do povo.
Cavaco Silva fala como um funcionário público que não quer perder o lugar.Sacode a água do capote,a responsabilidade é dos outros.Não fez nada para evitar a situação aflitiva que os portugueses vivem,porque a lei não deixa,não tem poderes. Propõe-se continuar,com os mesmos poderes, a fazer o mesmo e ainda com mais afinco.
Cavaco Silva (como todos os outros candidatos) admira Fernando Nobre,a sua continuada
acção humanitária em Portugal e no estrangeiro.
Cavaco e aliados, enviam soldados(mercenários)a fazer a guerra.Nobre que vá socorrer as vítimas.
A política é para os burocratas dos partidos.Cavaco, é. Nobre,não é.
Por isso,Cavaco acha que pode ser Presidente,conhece os corredores da intriga e do poder.
Sr.Nobre,por favor,o senhor é um simples cidadão ilustre ,habituado ao trabalho em campo aberto. Sr Nobre ,que ideia a sua ,deixe a presidência para mim que já estou habituado,o senhor iria perder-se naquele labirinto.Para além disso,cada um é para o que nasceu.Deixe que eu me encarregue de tratar da saúde desses abomináveis homens do dinheiro,que não me largam a perna,quais cães afilados,que a si senhor Nobre,fique descansado,espoliados,refugiados,perseguidos,esfomeados, doentes, pobres,reformados,feridos,mutilados e outros desgraçados não lhe hão-de faltar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A moral é verde

Em viagem, hoje,ouvi esta de um historiador :
A moral é verde,veio um burro e comeu-a .

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

8 de Dezembro feriado da Imaculada Conceição

Um feriado sabe sempre bem.Mas este é mais um que não se justifica num estado laico.
A crendice de que Maria,foi concebida ela própria e concebeu(Jesus)sem pecado original,isto é,sem relacionamento sexual,por isso imaculada, não passa de mais uma trapalhada teológica que nunca foi aceite por grande parte das igrejas cristãs e por iminentes teólogos católicos. A Imaculada foi declarada Padroeira de Portugal por D.João IV ,nas cortes de Lisboa ,no dia 25 de Março de 1646.O dogma da Imaculada(obrigatoriedade de aceitá-lo como verdadeiro e indiscutível pelos católicos) foi decretado pelo papa Pio IX em 8 de Dezembro de l854.
Que acredite e celebre quem quiser,mas que o estado o patrocine e imponha a todos os cidadãos é um atavismo de bradar aos céus.