Fernando Nobre fala da vida,das carências,do sofrimento,do povo.
Cavaco Silva fala como um funcionário público que não quer perder o lugar.Sacode a água do capote,a responsabilidade é dos outros.Não fez nada para evitar a situação aflitiva que os portugueses vivem,porque a lei não deixa,não tem poderes. Propõe-se continuar,com os mesmos poderes, a fazer o mesmo e ainda com mais afinco.
Cavaco Silva (como todos os outros candidatos) admira Fernando Nobre,a sua continuada
acção humanitária em Portugal e no estrangeiro.
Cavaco e aliados, enviam soldados(mercenários)a fazer a guerra.Nobre que vá socorrer as vítimas.
A política é para os burocratas dos partidos.Cavaco, é. Nobre,não é.
Por isso,Cavaco acha que pode ser Presidente,conhece os corredores da intriga e do poder.
Sr.Nobre,por favor,o senhor é um simples cidadão ilustre ,habituado ao trabalho em campo aberto. Sr Nobre ,que ideia a sua ,deixe a presidência para mim que já estou habituado,o senhor iria perder-se naquele labirinto.Para além disso,cada um é para o que nasceu.Deixe que eu me encarregue de tratar da saúde desses abomináveis homens do dinheiro,que não me largam a perna,quais cães afilados,que a si senhor Nobre,fique descansado,espoliados,refugiados,perseguidos,esfomeados, doentes, pobres,reformados,feridos,mutilados e outros desgraçados não lhe hão-de faltar.
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A moral é verde
Em viagem, hoje,ouvi esta de um historiador :
A moral é verde,veio um burro e comeu-a .
A moral é verde,veio um burro e comeu-a .
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
8 de Dezembro feriado da Imaculada Conceição
Um feriado sabe sempre bem.Mas este é mais um que não se justifica num estado laico.
A crendice de que Maria,foi concebida ela própria e concebeu(Jesus)sem pecado original,isto é,sem relacionamento sexual,por isso imaculada, não passa de mais uma trapalhada teológica que nunca foi aceite por grande parte das igrejas cristãs e por iminentes teólogos católicos. A Imaculada foi declarada Padroeira de Portugal por D.João IV ,nas cortes de Lisboa ,no dia 25 de Março de 1646.O dogma da Imaculada(obrigatoriedade de aceitá-lo como verdadeiro e indiscutível pelos católicos) foi decretado pelo papa Pio IX em 8 de Dezembro de l854.
Que acredite e celebre quem quiser,mas que o estado o patrocine e imponha a todos os cidadãos é um atavismo de bradar aos céus.
A crendice de que Maria,foi concebida ela própria e concebeu(Jesus)sem pecado original,isto é,sem relacionamento sexual,por isso imaculada, não passa de mais uma trapalhada teológica que nunca foi aceite por grande parte das igrejas cristãs e por iminentes teólogos católicos. A Imaculada foi declarada Padroeira de Portugal por D.João IV ,nas cortes de Lisboa ,no dia 25 de Março de 1646.O dogma da Imaculada(obrigatoriedade de aceitá-lo como verdadeiro e indiscutível pelos católicos) foi decretado pelo papa Pio IX em 8 de Dezembro de l854.
Que acredite e celebre quem quiser,mas que o estado o patrocine e imponha a todos os cidadãos é um atavismo de bradar aos céus.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Um melro com 77 anos
Há uns bons pares de anos que nos conhecemos e falamos.Disto e daquilo e daqueloutro.
De pequena estatura mas rijo,de andar ligeiro,sempre sorridente e afável,ninguém lhe dá a idade que tem.
Só há dias ,em conversa,no Centro Cénico da Cela ,onde frequentemente nos encontramos,soube a sua graça: Adílio Marques Melro.Por erro ortográfico do conservador do registo civil,começou por ser Adélio,o que lhe causou durante anos um enorme desgosto,até que,com um jeitinho, do é se fez um í.
Melro veio-lhe da parte do avô e pai.E tem pena de não ter recebido o apelido de sua mãe,que era Rola.
De pequena estatura mas rijo,de andar ligeiro,sempre sorridente e afável,ninguém lhe dá a idade que tem.
Só há dias ,em conversa,no Centro Cénico da Cela ,onde frequentemente nos encontramos,soube a sua graça: Adílio Marques Melro.Por erro ortográfico do conservador do registo civil,começou por ser Adélio,o que lhe causou durante anos um enorme desgosto,até que,com um jeitinho, do é se fez um í.
Melro veio-lhe da parte do avô e pai.E tem pena de não ter recebido o apelido de sua mãe,que era Rola.
A greve geral
A greve geral do dia 24 de Novembro foi um meio sucesso.Parou o sector público,mas não o privado.
Brevemente,nas próximas eleições para a Presidência da República,ficaremos a conhecer, sem margem para dúvidas,o estado e grau de consciência política do povo que somos.
Brevemente,nas próximas eleições para a Presidência da República,ficaremos a conhecer, sem margem para dúvidas,o estado e grau de consciência política do povo que somos.
Anúncio
A cimeira da Nato em Lisboa foi um enorme sucesso para os seus promotores.A Nato associou-se ao seu ex-arqui-rival e inimigo(ex-URSS)actual Rússia.De regresso a casa,os participantes começaram a sentir um intenso sabor amargo na boca.Só então repararam que a sua querida Nato,sem inimigo,não tinha mais razão de viver.
Daí,o anúncio que nos dias seguintes apareceu em todas as televisões,rádios,facebook, placards,jornais e em cada árvore do planeta:
Dão-se alvíssaras
Urgente !
Caso de vida ou morte !
Alvíssaras a quem descobrir ou inventar um inimigo para a Nato.
Daí,o anúncio que nos dias seguintes apareceu em todas as televisões,rádios,facebook, placards,jornais e em cada árvore do planeta:
Dão-se alvíssaras
Urgente !
Caso de vida ou morte !
Alvíssaras a quem descobrir ou inventar um inimigo para a Nato.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
24 Novembro - Greve Geral
sábado, 20 de novembro de 2010
Táctica errada

Que em Portugal as forças progressistas lutem contra a existência da Nato e que pelo menos deixemos de pertencer a esta organização militarista,não oferece dúvidas.
Dissolver a Nato é um objectivo muito ambicioso,no actual contexto político europeu e mundial.São 27 países envolvidos,sendo um deles hegemónico,os EUA,que é ainda a maior potência mundial.Provavelmente,será uma luta para muitos anos e gerações.
A luta contra a Nato ,ao longo dos anos da sua existência ,tem pecado em Portugal e por toda a Europa por inconsistente,desgarrada,mais ou menos folclórica,desinformada, sem adesão de massas,logo,inconsequente.
Em cada país os que lutam contra a existência da Nato,devem definir objectivos intermédios que,inevitavelmente,serão diferentes entre si.
Em Portugal não faz grande sentido lutar contra a Nato e não lutarmos em primeira linha,em primeira etapa,pela extinção das nossas forças armadas.Este sim,um objectivo que depende exclusivamente da vontade do povo português,perfeitamente alcançável a médio prazo.
Para isso é absolutamente indispensável que as forças políticas progressistas, partidos e movimentos cívicos,percam o medo,digo bem, medo,de falar e discutir esta questão com o povo,abertamente,em todas as oportunidades e instâncias,nomeadamente na Assembleia da República e nas campanhas eleitorais.
Vão ter brevemente ,por altura da revisão constitucional,a possibilidade de propor a extinção das forças armadas e dar início a essa luta,duma forma séria,que não se fique por meia dúzia de linhas envergonhadas,nos programas dos partidos e que nunca vêm à liça nas campanhas eleitorais.Por que não propõem um referendo?
Seria muito bom,por educativo e elucidativo,estudar e divulgar amplamente,o exemplo dum pequeno país, a Costa Rica.Desde 1949,a sua Constituição proibiu a existência de forças armadas.A partir daí, tem sido um oásis de paz,numa das zonas mais violentas e conturbadas do mundo. Acham pouco?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Cimeira da Nato em Lisboa
A Nato nasceu para travar a hipótese de expansão de revoluções socialistas na europa ocidental e eventual apoio militar da União Soviética.Esta reagiu criando com os países de leste sob a sua influência,uma organização militar idêntica,o Pacto de Varsóvia. Foi a corrida às armas ,dum lado e doutro.O mundo foi dividido em duas áreas de influência,os conflitos armados multiplicaram-se por todo o mundo,as carnificinas sucederam-se.Os povos passaram a ser meros joguetes,do jogo táctico e estratégico destes dois actores. O equilíbrio imperou à custa do terror nuclear,ainda hoje bem presente,não obstante ter amenizado,em virtude de alguns tratados de redução do arsenal nuclear.
Com o fim da União soviética e Pacto de Varsóvia seria de esperar a dissolução da Nato.
Pelo contrário,com Busch,a Nato atribuiu-se uma missão mais ofensiva e num espaço muito mais alargado.Por isso estamos envolvidos em várias guerras sem sentido e perdidas,nomeadamente no Afeganistão e Iraque.Portugal deu uma ajuda no alargamento do raio de acção e tem envolvido militares nessas guerras.
Portugal tem o complexo da pequenez ,o que o leva a armar-se em forte.Tinha que estar com os grandes e mostrar-lhes que somos bons ou melhor que eles a jogar à pancada.Tudo e sempre em nome da paz,é claro.Os políticos que nos (des)governam morrem de saudades dos tempos em que fomos por esse mundo fora com baionetas e canhões massacrar povos indefesos e mais modernamente,das guerras coloniais.Além de que ,é necessário manter ocupados centenas de generais e oficiais superiores,fartos de jogar o king,sueca ou dominó e aturar as mulheres em casa,ano após ano.Militar gosta de missões no estrangeiro para coleccionar medalhas,compôr a conta bancária e,
por que não,pôr à prova a sua virilidade com carne fresca.
É que Portugal já não é invadido militarmente há precisamente duzentos anos (desde as invasões napoleónicas) e as colónias já lá vão há 37.
A menos que o João Jardim (o tal da Madeira) num acesso de raiva anticolonialista e anticubana se resolva invadir o "continente" (nós),não se vislumbram no horizonte próximo ou longínquo quaisquer outros potenciais agressores deste rectângulo.
Por tudo isto(e o muito mais que por agora não tenho pachorra para continuar a escrever),daqui desta varanda 3º andar,solidário com os que vão manifestar-se em Lisboa,lanço o meu grito:abaixo a Nato,abaixo a Nato.Não à guerra,Sim á Paz.Portugal fora da Nato.
Com o fim da União soviética e Pacto de Varsóvia seria de esperar a dissolução da Nato.
Pelo contrário,com Busch,a Nato atribuiu-se uma missão mais ofensiva e num espaço muito mais alargado.Por isso estamos envolvidos em várias guerras sem sentido e perdidas,nomeadamente no Afeganistão e Iraque.Portugal deu uma ajuda no alargamento do raio de acção e tem envolvido militares nessas guerras.
Portugal tem o complexo da pequenez ,o que o leva a armar-se em forte.Tinha que estar com os grandes e mostrar-lhes que somos bons ou melhor que eles a jogar à pancada.Tudo e sempre em nome da paz,é claro.Os políticos que nos (des)governam morrem de saudades dos tempos em que fomos por esse mundo fora com baionetas e canhões massacrar povos indefesos e mais modernamente,das guerras coloniais.Além de que ,é necessário manter ocupados centenas de generais e oficiais superiores,fartos de jogar o king,sueca ou dominó e aturar as mulheres em casa,ano após ano.Militar gosta de missões no estrangeiro para coleccionar medalhas,compôr a conta bancária e,
por que não,pôr à prova a sua virilidade com carne fresca.
É que Portugal já não é invadido militarmente há precisamente duzentos anos (desde as invasões napoleónicas) e as colónias já lá vão há 37.
A menos que o João Jardim (o tal da Madeira) num acesso de raiva anticolonialista e anticubana se resolva invadir o "continente" (nós),não se vislumbram no horizonte próximo ou longínquo quaisquer outros potenciais agressores deste rectângulo.
Por tudo isto(e o muito mais que por agora não tenho pachorra para continuar a escrever),daqui desta varanda 3º andar,solidário com os que vão manifestar-se em Lisboa,lanço o meu grito:abaixo a Nato,abaixo a Nato.Não à guerra,Sim á Paz.Portugal fora da Nato.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Legalizar as drogas é a única forma de combater o narcotráfico
Está visto e revisto que o combate ao narcotráfico movido na Europa ,EUA e noutras paragens é ineficaz,dispendioso,hipócrita e,pior que tudo,perverso.
Ineficaz porque não evita a entrada de drogas e o seu consumo.
Dispendioso porque mobiliza as forças policiais e tribunais,constantemente, distraindo-os de missões realmente importantes.As verbas gastas são incalculáveis para resultado nenhum e poderiam ser aplicadas de mil e uma formas mais úteis.
Hipócrita porque as verdadeiras razões ou são puramente moralistas ou escondem as verdadeiras razões,que não são nada recomendáveis,como seja por exemplo, a de proteger as drogas nacionais.
Perverso porque mais não faz que incentivar e proteger a corrupção e os corruptos,por um lado,e por outro deixar os consumidores completamente desprotegidos e à mercê de todo o tipo de falsificações, traficantes e chantagistas.
E como se isso já não bastasse,simples consumidores são tratados como criminosos,julgados,presos e marginalizados.São os jovens ,os filhos de todos nós,que a lei finge proteger,as maiores vítimas.
É necessário e urgente pôr fim a isto.
Nos textos anteriores terá ficado claro que as drogas mais consumidas no civilizado Ocidente,nomeadamente em Portugal,o álcool em primeiro lugar e o tabaco,são piores e fazem mais vítimas que as drogas que se combatem.
Basta de moralismo balofo e de baixo quilate.
Proibição e combate como tem sido feito,é o que os narcotraficantes e corruptos querem,é isso que lhes proporciona lucros fabulosos,é isso que lhes dá poder para corromperem as mais altas e baixas hierarquias do estado e insuspeitos cidadãos.É isso que lhes dá o poder de matar,quando alguém lhes tenta barrar sériamente o caminho ,o negócio.
Retire-se-lhes o fabuloso lucro e os narcotraficantes,uns deixarão de existir outros reconverter-se-ão em simples contrabandistas de tabacos,até encontrarem outras formas mais rendosas.
O verdadeiro combate passa pela legalização das drogas,pela regulamentação completa do seu circuito : produção,comercialização e consumo.Como desde há séculos vem acontecendo com o álcool e tabaco.
Ineficaz porque não evita a entrada de drogas e o seu consumo.
Dispendioso porque mobiliza as forças policiais e tribunais,constantemente, distraindo-os de missões realmente importantes.As verbas gastas são incalculáveis para resultado nenhum e poderiam ser aplicadas de mil e uma formas mais úteis.
Hipócrita porque as verdadeiras razões ou são puramente moralistas ou escondem as verdadeiras razões,que não são nada recomendáveis,como seja por exemplo, a de proteger as drogas nacionais.
Perverso porque mais não faz que incentivar e proteger a corrupção e os corruptos,por um lado,e por outro deixar os consumidores completamente desprotegidos e à mercê de todo o tipo de falsificações, traficantes e chantagistas.
E como se isso já não bastasse,simples consumidores são tratados como criminosos,julgados,presos e marginalizados.São os jovens ,os filhos de todos nós,que a lei finge proteger,as maiores vítimas.
É necessário e urgente pôr fim a isto.
Nos textos anteriores terá ficado claro que as drogas mais consumidas no civilizado Ocidente,nomeadamente em Portugal,o álcool em primeiro lugar e o tabaco,são piores e fazem mais vítimas que as drogas que se combatem.
Basta de moralismo balofo e de baixo quilate.
Proibição e combate como tem sido feito,é o que os narcotraficantes e corruptos querem,é isso que lhes proporciona lucros fabulosos,é isso que lhes dá poder para corromperem as mais altas e baixas hierarquias do estado e insuspeitos cidadãos.É isso que lhes dá o poder de matar,quando alguém lhes tenta barrar sériamente o caminho ,o negócio.
Retire-se-lhes o fabuloso lucro e os narcotraficantes,uns deixarão de existir outros reconverter-se-ão em simples contrabandistas de tabacos,até encontrarem outras formas mais rendosas.
O verdadeiro combate passa pela legalização das drogas,pela regulamentação completa do seu circuito : produção,comercialização e consumo.Como desde há séculos vem acontecendo com o álcool e tabaco.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
